Convidamos a categoria a aprofundar o debate acerca das transexualidades, travestilidades e não binariedades, construindo uma prática com base nos direitos humanos, operando no campo da linguagem, da afirmação das diferenças e do enfrentamento às estigmatizações e ao preconceito, de modo a promover que as pessoas trans, travestis e não binárias possam ser protagonistas de suas existências.
Euleax, Noah e Lins responderam à pergunta: “o que trabalhadoras/es da Psicologia devem saber sobre as pessoas de gênero não binário, transexuais e travestis para respeitar sua identidade?”. E você, o que mais precisa saber?
29 de janeiro, Dia da Visibilidade Trans: dia de luta pela diversidade e pela despatologização das identidades trans. Esta é uma luta da Psicologia que se coloca de forma ética e política para construir, junto com os movimentos sociais, formas de combater os processos de violência e exclusão.
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O que trabalhadoras/es da Psicologia devem saber sobre as pessoas de gênero não binário, transexuais e travestis?
“… Gênero é uma autoidentidade. A não binariedade relaciona-se à identidade de gênero: independe de mudanças corporais, de quaisquer características corporais ou expressões de gênero… Uma pessoa não binária pode ser de qualquer identidade de gênero, mesmo as binárias, por exemplo, a identidade pode ser fluida ou apenas parcial…”
Euleax de Lima Pereira
Pessoa não binária, demimulher (identidade parcialmente mulher)
“A transição de gênero não é algo que ‘termina’, e sim um processo contínuo na vida da pessoa trans. Não é um momento de confusão, e sim um momento de entendimento; não é uma doença, e não precisa de cura. O respeito à identificação do gênero é a primeira coisa que a pessoa trans espera receber de quem confia para se abrir desta forma.”
Noah Scheffel
Homem Trans
“… Hoje sou uma mulher negra e travesti que foi padronizada por uma sociedade que me limitou… As existências não são padronizadas, os padrões foram construídos e um dos nossos grandes desafios é romper com a norma de padronização dos corpos […] Todo mundo transiciona, do momento que nasce até a morte. A vida é isso: transicionar.”
Lins Roballo
Mulher negra travesti